CAMINHAR
Caminhar pela Trilha da Muralha de Adriano
A Trilha da Muralha de Adriano percorre 84 milhas de costa a costa. As melhores seções para caminhar, desde um clássico de três milhas no topo dos penhascos até a trilha nacional completa de vários dias.
Check dates and availability ↗A Trilha da Muralha de Adriano
A melhor forma de compreender a fronteira é a pé, e desde 2003 existe uma forma dedicada de o fazer: a Trilha da Muralha de Adriano, uma Trilha Nacional que percorre 84 milhas de costa a costa, de Wallsend, no rio Tyne, até Bowness-on-Solway, na costa da Cúmbria. É ligeiramente mais longa do que a própria Muralha, porque liga os dois terminais originais, e está sinalizada ao longo de todo o percurso com o símbolo de bolota da Trilha Nacional. A trilha acompanha a linha da Muralha durante todo o caminho, embora a quantidade de alvenaria romana real que se vê varie enormemente — escassa nas extremidades urbana e ocidental, espetacular através dos penhascos centrais. Caminhar por parte dela transforma a Muralha de um monumento que se observa numa paisagem por onde se viaja.
O clássico dia central
Se tem um dia e quer a caminhada definitiva pela Muralha de Adriano, faça o troço central entre Steel Rigg e Housesteads. Em cerca de três milhas de trilho sinuoso, a Muralha cavalga os cumes do Whin Sill, descendo e subindo por Peel Crags, pela falha onde a árvore Sycamore Gap esteve até 2023, por Crag Lough com os seus penhascos e águas bordejadas de juncos, e por Milecastle 37, antes de chegar ao forte de Housesteads. É, por consenso geral, a secção mais dramática de toda a fronteira, e a caminhada — embora curta — é genuinamente íngreme em alguns pontos. A maioria das pessoas faz o percurso de ida e volta a partir do parque de estacionamento de Steel Rigg, ou liga-o ao autocarro sazonal AD122, obtendo assim um sabor compacto e inesquecível da Muralha no seu estado mais selvagem.
Melhores caminhadas curtas se tiver horas, não dias
Não precisa de se comprometer com a trilha completa para caminhar bem pela Muralha. Várias saídas curtas concentram os destaques. De Steel Rigg pode passear uma ou duas milhas ao longo dos penhascos e voltar. Housesteads fica a uma curta caminhada íngreme do seu parque de estacionamento e liga diretamente à trilha do cume. Walltown Crags, perto de Greenhead, no oeste, oferece outro troço imponente e bem preservado, com muito menos visitantes. Birdoswald tem uma agradável caminhada ribeirinha junto à Muralha, ao lado do forte. A tabela abaixo esboça algumas das mais gratificantes, todas nos setores central e ocidental, onde a Muralha se ergue mais alta. As distâncias são aproximadas — consulte um mapa adequado e verifique o acesso atual antes de partir.
Algumas das melhores caminhadas curtas pela Muralha
| Caminhada curta | Aproximadamente | Porquê ir |
|---|---|---|
| De Steel Rigg a Housesteads | Cerca de 5 km só de ida | O dramático clássico no topo do penhasco |
| Circuito Steel Rigg | 2–3 milhas | Penhascos e Crag Lough num percurso circular |
| Muralhas de Walltown | 1–2 milhas | Muralha em Pé, setor ocidental mais tranquilo |
| Margem do rio em Birdoswald | 1–2 milhas | Longo troço de muralha junto ao forte |
Percorrer todo o caminho
De ponta a ponta, a maioria dos caminhantes faz a Trilha da Muralha de Adriano em seis a oito dias, percorrendo em média catorze a vinte e dois quilómetros por dia, embora os caminhantes mais preparados o façam em menos tempo e os itinerários mais tranquilos o estendam ainda mais. Há um debate genuíno sobre a direção: muitos guias sugerem ir de oeste para leste, para ter o vento dominante e o clima pelas costas, enquanto outros preferem leste para oeste, para guardar o melhor cenário central para os dias do meio. O alojamento, de Newcastle pelas aldeias de Northumberland até Carlisle e Solway, deve ser reservado com bastante antecedência no verão, e um serviço de transporte de bagagem pode levar as suas malas entre paragens. Um popular esquema de carimbos de passaporte permite-lhe recolher um carimbo em pontos ao longo do percurso como registo da travessia.
Terreno, clima e preservação do caminho
Esta é uma caminhada de montanha, e merece respeito. Os penhascos centrais envolvem subidas íngremes e repetidas em terreno acidentado, por vezes escorregadio, e todo o percurso está exposto a um clima que pode ficar frio e húmido em qualquer estação. Boas botas, impermeáveis e várias camadas de roupa são essenciais, tal como levar água e comida, pois os serviços são escassos entre os pontos mais movimentados. Há também uma dimensão de conservação: o caminho passa sobre um monumento arqueológico frágil, e pede-se geralmente aos caminhantes que evitem o terreno mais macio nos meses mais chuvosos para limitar a erosão, que se mantenham na trilha e que nunca caminhem em cima da própria Muralha. Tratar a fronteira com cuidado faz parte do acordo — esta é uma estrutura com quase dezanove séculos, não apenas um trilho.
Questões práticas e quando ir
A época de caminhadas espelha em grande parte a época geral da Muralha: do final da primavera ao início do outono encontram-se os dias mais longos, o terreno mais seco e os transportes mais completos, incluindo o autocarro sazonal AD122, que lhe permite caminhar um troço num sentido e regressar de autocarro. No auge do verão há mais companhia no troço central; maio, junho e setembro costumam ser o ponto ideal entre serviços abertos e menos multidões. Caminhar no inverno é possível para quem está bem equipado, mas significa pouca luz do dia, clima agreste e cafés fechados. Seja qual for o troço que escolher, verifique os horários atuais dos fortes que pretende visitar, pois a Muralha em si é gratuita e aberta, mas os locais com bilhete têm horários sazonais. Planeie a logística e a Muralha recompensa-o generosamente.